No Brasil, 67% das mulheres que empreendem são mães. O dado do estudo “Empreendedorismo Feminino”, do Sebrae, ajuda a entender a trajetória de Marizete Kasten, de Júlio de Castilhos que transformou sua paixão pela confeitaria em negócio: o Bolos da Mari. Em 2024, prestes a encerrar as atividades da pequena empresa, ela foi incentivada a participar da formação Ela Pode, oferecida pelo IFFar – Campus Júlio de Castilhos. A experiência mudou o rumo de sua vida.
Mulheres de Júlio de Castilhos e do meio rural participam de capacitação promovida pelo IFFar com foco em empreendedorismo e autonomia financeira.
Ao concluir a capacitação, Marizete foi selecionada no edital Capital Semente, promovido pelo Google.org, e recebeu um incentivo financeiro de R$ 2 mil para investir no seu negócio. A premiação, anunciada em fevereiro de 2025, teve como foco o apoio a pequenos empreendimentos liderados por mulheres em situação de vulnerabilidade social. Marizete, que recebeu o Capital Semente, tem 40 anos, é casada há 14 anos, possui o Ensino Médio incompleto e é mãe da Maria Eloiza.
A formação do Ela Pode integra o projeto de extensão Capacitação e Fortalecimento Feminino nas Áreas de Gestão e Negócios, desenvolvido pelo IFFar em parceria com o Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), o Google.org e instituições locais, como a Secretaria de Assistência Social e Habitação, Secretaria de Educação e Emater/RS-Ascar. Entre outubro e novembro de 2024, 37 mulheres da cidade e do meio rural participaram das atividades.
Coordenado pela professora Rosângela Oliveira Soares, o projeto foi estruturado a partir das diretrizes da curricularização da extensão no ensino superior, conectando universidade e comunidade. “A proposta foi oferecer oficinas práticas com foco em empreendedorismo feminino, qualificando negócios e fortalecendo a autonomia financeira das participantes”, explica Rosângela.
Projeto de extensão do IFFar reuniu 37 mulheres em oficinas sobre gestão, liderança, finanças e ferramentas digitais, em parceria com o programa Ela Pode.
A equipe também contou com a atuação das professoras Giovana Barbará Damian, Franciane Cougo da Cruz Cereta e da servidora Luciana Perazolo Cristofari. As oficinas foram conduzidas pela assistente social Elisangela Rodrigues, mentora do programa Ela Pode, com temas como educação financeira, liderança, marca pessoal, redes de contato e ferramentas digitais. A mobilização de mulheres do meio rural teve apoio fundamental da extensionista Marisete Rockembach.
“Eu estava prestes a fechar minha confeitaria. O curso abriu novos caminhos e me fez acreditar de novo. Com o valor do prêmio, vou investir em insumos e seguir produzindo”, contou Marizete, que tem o Ensino Médio incompleto e cria sozinha a filha. Hoje, ela é vista como inspiração entre as participantes do projeto.
Ao final da formação, participantes receberam certificado.
Além da formação, o projeto impulsionou a criação de redes locais de apoio ao empreendedorismo feminino, incentivou a realização de feiras como o Bazar das Mulheres Empreendedoras, em Júlio de Castilhos, e o Chimarrão das Gurias, em Tupanciretã. As participantes também passaram a integrar a tradicional Feira Dando Alma ao Alimento, promovida no próprio campus.
Com o reconhecimento nacional, o projeto recebeu o Selo ODS Educação em sua terceira edição. Para 2025, está prevista uma nova edição da formação, desta vez na modalidade EaD, com foco em gestão financeira e pessoal, sob orientação da professora Giovana Damian.
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Fonte e fotos por SecomF
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